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Criações desde 2010, experiência técnica

de Isabelle Sabrié

A parte faltando do espaço sonoro invisível, o universo « atrás-acima-abaixo-esquerda-direita » completa o palco « frente”, reequilibrando a relação do ouvinte com o mundo. As emoções são amplificadas, diversas e globais no mesmo momento, a gente sai do « desequilíbrio » da posição frontal única.

Criações e experiência técnica do som da harmonia rítmico-espacial

Em 2010 Amor e Vida é criada em 6.0 em Manaus com sons eletrônicos pre-gravados, soprano, tenor e piano ao vivo.

Em 2012 sua « ópera digital » A Fada e o Girassol estreia nos andares do Teatro da Paz em Belém a mais do palco, em 6 canais separados. A acústica desta esplêndida sala à l´italienne responde perfeitamente e confirme sua teoria : todos os lugares da sala permitem uma audição “equilibrada” de sua música.

Em 2013, Eu nasci estreia em 6.0 na Catedral de Santa Lucia (Caribes). As caixas de som são dispostas ao redor do público e na sua frente com a soprano. Se a acústica mais reverberante transforme a escuta, não altera a percepção espacial mais que a percepção das alturas e dos ritmos.

Em 2014 testa vários programas informáticos de espacialização, e interessa-se à gravação de técnica binaural, 5.1 e 7.1.

Em 2015 inova no seu balé Floresta Multi Espacial com um técnico manauara, adicionando um sistema independente de mini caixas de som que sincroniza com a música em 7.1 divulgada ao vivo, para 7 apresentações. Estas mini caixas, dispostas de baixo dos espectadores, permitem emoções e sensações únicas : a terra respira, os sapos expressam-se desde o chão, um tapete de ervas sonoras materializa-se.

Em setembro de 2015, sua primeira realização orquestral em 3D espacializa a Orquestra de Câmara do Amazonas no Teatro Amazonas. Vento na Árvore dispõe os violinos em 8 lugares da plateia, ao redor do público, as violas, violoncelos e contrabaixos no palco.  Movimentos sonoros são desenhados na sala toda, como as folhas seguindo os movimentos do vento, Marcelo de Jesus regendo de frente ao público.

Em 2016 uma encomenda da Orquestra Amazonas Filarmônica dá luz a melodia Viajar, no poema de Fernando Pessoa,  espacializada em 5 lugares do Teatro Amazonas além do palco. Na regência de Marcelo de Jesus, as modalidades europeias e extra europeias percebem-se distintamente na sala “floresta musical” e unem-se para descrever espirais sonoras ou ritmos concebidos em três dimensões.

Insetoïda para violino ou voz e banda sonora multicanal nasce em 2016. Cinevocalisa encena uma perseguição humano/insetos correndo em todas as paredes da sala, antes de transformar o medo em lembranças dos momentos felizes vividos em boa convivência. Em Canção, canto dos pinherais, as percussões-cigarras da Mediterrânea se respondam no espaço, dispostas ao redor dos espectadores (inspirado no poema de Fernando Pessoa).

Em 2018 inicia seu trabalho sobre os ciclos percussivos poulares espacializados, integrando os na harmonia rítmico-espacial. Começa escrever sua sinfonia-balé Cenas da Amazônia com o apoio das Percussions de Strasbourg, da orquestra Amazonas Filarmônica e seu regente Marcelo de Jesus.

Em dezembro de 2019 Amazonhecer, a primeira música popular com ciclo percussivo espacializado pela harmonia rítmico-espacial, estreia no Teatro Amazonas durante um concerto do Grupo Gaponga.

Em 2020, Rítmos em 3D da Amazônia apresente Insetoïda, Amazonhecer, extratos de Samba do Carro e várias caixas de ritmos populares em 3D, em músicas mistas multicanal 6,0 durante a «Noite das ideias » das Alliances Françaises de Brasília no dia 31-01-2020.

Em 2020, nasce Jazzmazonia. Estreará em multicanal no próximo Festival Amazonas de Jazz, com bioinstrumentos do grupo Gaponga, saxofone, piano e bateria espacializada pela harmonia rítmico-espacial, previsto para julho de 2022.

Em 2021 foi criado Dança Vegetal, Carnaval Amazônico, o primeiro videoclipe dançado de harmonia rítmico-espacial, que revoluciona a relação som / imagem, em estéreo e 5.1. As percussões da bateria de samba do carnaval são espacializadas pela primeira vez, enquanto os bailarinos são posicionados no palco de acordo com a espacialização musical.